segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ajudar

É possível que eu esteja, neste exato momento, juntando tijolos para construir mais um degrau na escada que talvez um dia me leve para o céu. O problema é que alguns desses tijolos servem às próprias pessoas a quem tentamos ajudar, quando os utilizam como arma contra nós mesmos. É difícil tentar ajudar gente assim.

domingo, 21 de junho de 2009

A sujeira por nós deixada

A natureza das coisas tem o hábito de se esconder. Ficamos tontos procurando a razão do ser, do existir, do ocorrer de tantas coisas. E ficamos estarrecidos com o não acontecer e não existir de tantas outras. O ser humano procura motivos racionais para entender as irracionalidades desumanas a que ele próprio dá vida todos os dias. Mentira, ganância, ódio, vingança, inveja, cobiça, ira e tantos outros sentimentos e atitudes só nasceram depois do homem. Há um dito que afirma que os porcos tornaram-se sujos após ter contato com o homem.

Desde então, por onde passa o homem tem deixado um rastro de sujeira. Pode procurar por aí, tentar lembrar coisas do passado recente ou de épocas mais remotas e verá que, quase tudo o que o homem tocou com mão imunda até hoje tem vestígios de sujidade. Religiões, obras, culturas, artes, cidades, a natureza, a política, a música, a televisão, a própria humanidade. Tudo o que com mãos de maldade o homem tocou, marcado por sujeira está até hoje.

Se a mão que afaga é a mesma que apedreja, estamos muito mais apedrejando do que afagando nossas coisas, nossas vidas. Nossa passagem pela Terra está sendo marcada deveras mais por sujeira do que qualquer outra coisa contrária. O que estamos deixando para nossos filhos e netos se orgulharem, se é que terão essa oportunidade, nada mais é do um mundo muito pior do que aquele que a nós deixaram nossos pais, avós, bisavós. E parecemos estar bem pouco preocupados com isso. Talvez até estejamos preocupados, mas não é o que nossas ações diariamente demonstram.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Às vezes é chato, sim...

Tem coisas que você faz todo dia porque são necessárias, porque é imprescindível, porque é preciso, porque já é adulto e precisa fazer, porque se não fizer não terá comida na mesa no dia seguinte ou nas semanas seguintes, porque se não fizer vai apanhar ou ser passado para trás, porque é preciso fazer para se manter vivo, porque não pode ficar em casa sem fazer nada nunca, porque seus pais cobraram que você fizesse uma faculdade e fosse alguém na vida... enfim, coisas que você precisa fazer porque precisa fazer e nem sempre são legais. Pelo contrário, às vezes é chato, sim.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A idade de ser feliz

"Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia o bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa. PARABÉNS, MINHA LINDA, QUE VOCÊ TENHA SAÚDE, FELICIDADE, AMOR EM TODOS OS INSTANTES DA SUA VIDA. COM MUITO CARINHO... da TIA MARISA E DA ALANA"

Obrigada, meus anjos. Vocês e tanta gente lembraram de mim e deixaram uma mensagem de carinho, por menor e simples que fosse, neste dia que, se não fosse por vocês, por seu amor, teria sido um dia ruim. Amo vocês.

Acordei um ano mais velha

Fui dormir tarde ontem e acordei um ano mais velha.
Como o tempo passa...
O que o tempo fez com aquela festa surpresa de aniversário dos 24 anos da minha mãe, se hoje eu estou comemorando 26 anos?
O que o tempo fez com os jogos de futebol do meu pai, nos finais de semana, quando eu ainda nem sabia direito quantos jogadores formavam um time?
Para onde o tempo levou meu triciclo, minha boneca de cabelos brancos e vestido azul de bolinhas, que eu ganhei da Nona?
Para onde o tempo levou meu “bonecão”, feio e com um pseudo uniforme do Grêmio (influência do meu pai), mas que eu adorava?
Para onde levou meu “telefoninho” com rodas, que eu puxava pela casa inteira e fazia um barulho que não sei como meus pais suportavam...?
E o meu ursinho verde de pelúcia, velho, sofrido, com a pelúcia mais que desgastada, que perdeu a boca, o nariz, ficou cego dos dois olhos e eu os costurei com linha preta e não deixava minha mãe sequer ameaçar jogá-lo fora ou substituir por um novo?
E a minha banheira amarela, minha “baieta” xadrez quentinha,
Tempo, tempo, tudo em função dele. O que é que o tempo fez com aquela garotinha de três anos e cabelinhos amarelos?
O que o tempo fez com a pele que eu tinha aos 6 anos?
O que fez com a disposição e energia que eu tinha aos 8, 10 anos?
O que o tempo fez com os belos e longos cabelos loiros que eu nem cuidava tão bem assim, mas que aos 12, 13 eram lindos...?
O que o tempo fez com os olhos que eu tinha naquela época, sem marcas de expressão, com as sobrancelhas grossas e bem definidas, quando eu nem fazia ideia de como usar uma pinça?
O que o tempo fez com a cintura que eu tinha aos 14, 15 anos, quando eu podia comer qualquer coisa sem culpa alguma?
O que o tempo fez com minha coluna, quando eu nem cuidava dela e poderia ficar um dia e noite inteiros na frente do computador e não sentir qualquer resquício de dor nas costas?
O que o tempo fez com a preocupação que eu não tinha na adolescência, com todas as horas do meu dia, com as minhas amigas do colégio, com os cadernos de pensamentos e confidências...?
Para onde o tempo levou o sonho de cantar, casar cedo, ter filhos? Hoje em dia convivo com o só cantar no chuveiro, descobrir a falta que às vezes faz e outras não faz o casamento e lidar com a vontade e o medo de colocar um filho neste mundo...
O tempo fez tanta coisa de uns tempos pra cá. Quando eu vejo fotos daquela menina magricela, loirinha, branca, tímida, penso o que o tempo deixou sobrar dela em mim? E passo o restante do tempo tentando procurar qualquer vestígio daquela garotinha...

Para não esquecer mesmo...

Ótimo. Estou eu aqui a checar meus e-mails, vendo os recados que algumas pessoas deixaram em minha página no Orkut por conta do meu aniversário, que é hoje. Respondi a todos e percebo que já estou tendo a tréplica, o que me faz ver que as pessoas gostam mesmo de ficar no Orkut... Mas o interessante é que recebi um alerta do Windows Live Calendar para informar que hoje, de 15 de junho, é meu aniversário. Ah! Que bom! Eu não queria mesmo esquecer desta data tão especial (que me traz tristes lembranças...). Que bom que o MSN me avisou que hoje é meu aniversário. Como sou grata à tecnologia!

sábado, 13 de junho de 2009

Frio e dor

Morando em uma das cidades mais frias deste país imenso, vim descobrir justo aqui no Sudoeste do Paraná, na casa de meus pais, que a expressão "frio de doer" não é metafórica, não. O frio causa dor, principalmente nos pés e nas pernas. Outras sensações também causam dor, principalmente no coração e na cabeça. Há quem diga que o amor cura tudo... estamos fazendo testes para saber.

Um anjo

Se é verdade mesmo que ela virou um anjo quando se foi, então neste fim de semana já faz 12 anos que ela está batendo suas asas por aí, livre, solta, bela, amada, olhando por nós e ainda tentando nos fazer entender o quanto é difícil não pensar, não lembrar, não sentir saudades e, mesmo depois de tanto tempo, não chorar sua falta. Nona, você é eterna.