domingo, 21 de junho de 2009

A sujeira por nós deixada

A natureza das coisas tem o hábito de se esconder. Ficamos tontos procurando a razão do ser, do existir, do ocorrer de tantas coisas. E ficamos estarrecidos com o não acontecer e não existir de tantas outras. O ser humano procura motivos racionais para entender as irracionalidades desumanas a que ele próprio dá vida todos os dias. Mentira, ganância, ódio, vingança, inveja, cobiça, ira e tantos outros sentimentos e atitudes só nasceram depois do homem. Há um dito que afirma que os porcos tornaram-se sujos após ter contato com o homem.

Desde então, por onde passa o homem tem deixado um rastro de sujeira. Pode procurar por aí, tentar lembrar coisas do passado recente ou de épocas mais remotas e verá que, quase tudo o que o homem tocou com mão imunda até hoje tem vestígios de sujidade. Religiões, obras, culturas, artes, cidades, a natureza, a política, a música, a televisão, a própria humanidade. Tudo o que com mãos de maldade o homem tocou, marcado por sujeira está até hoje.

Se a mão que afaga é a mesma que apedreja, estamos muito mais apedrejando do que afagando nossas coisas, nossas vidas. Nossa passagem pela Terra está sendo marcada deveras mais por sujeira do que qualquer outra coisa contrária. O que estamos deixando para nossos filhos e netos se orgulharem, se é que terão essa oportunidade, nada mais é do um mundo muito pior do que aquele que a nós deixaram nossos pais, avós, bisavós. E parecemos estar bem pouco preocupados com isso. Talvez até estejamos preocupados, mas não é o que nossas ações diariamente demonstram.

Nenhum comentário: